Olá!

Hoje eu trago a resenha de um livro lindo, fofo, delicado e que me fez viajar para longe... Amor & Gelato é o livro de estreia da meio americana, meio italiana Jenna Evans Welch. Vamos conhecer esse livro enquanto damos uma volta de scooter e comemos gelato?
SKOOB - Amor & Gelato conta a história da jovem Lina, que, com apenas 16 anos está enfrentando uma barra muito pesada: a perda da mãe para o câncer. Porém, antes de morrer, a renomada fotógrafa Hadley Emerson fez a filha prometer que iria para a Itália. E claro que ela não iria, o que diabos perdeu lá. Foi aí que Hadley contou que o pai de Lina vivia lá, exatamente em Florença. Depois de muito relutar (e da mãe falecer), Lina decide ir para tal cidade, para conhecer Howard, que, segundo Hadley, teria as respostas às perguntas da jovem. Howard é americano, mas mora em Florença há bastante tempo.

Chegando na casa de Howard - que ela julga ser seu pai - ela se assusta. Porque ele mora num cemitério. Isso mesmo. Ele cuida de um cemitério, mas não de um qualquer e sim de um em que estão enterrados muitos soldados americanos. Mas um cemitério é um cemitério, rs. Lá ela conhece Sonia, administradora do lugar, uma simpatia de pessoa, que vai entregar a ela um diário, que fora enviado pela mãe.

Lina não quer nem saber de diário, a dor da perda é algo que ela ainda não consegue lidar. Para tentar se habituar ao lugar, ela resolve correr pelas redondezas, e aí conhece Lorenzo Ferrara, o Ren, que mora numa casa de doces - a casa tem esse nome porque lembra uma casa de doces, rs. Sendo 50% italiano (os outros 50% são americanos), será com Ren que ela vai conhecer Florença, Howard, seu passado e até mesmo o primeiro amor.
Você disse Itália? Por mais que Florença fique na Toscana e Solarolo (terra da Laura) fique na Emilia-Romagna, não tinha como eu não incluir meu ídolo máximo neste post. E o nome da música é a data de nascimento dela. Que poder.
Me interessei pela capa de Amor & Gelato antes mesmo de saber do que se tratava. É um desenho lindo de gelatos numa capa de textura muito gostosa. Decidi então arriscar nessa leitura tão maravilhosa, delicada, sensível e muito, mais muito linda. Lina, apelido de Carolina, é muito ligada à mãe, e a perda então, é imensurável. Sua melhor amiga, Addie, é quem a traz de volta à vida, a faz se sentir bem. E Ren é o que Lina terá de mais próximo de Addie na Itália. Ele é um doce de pessoa, meio italiano, meio americano e se darão bem logo de cara.

Howard Mercer conheceu a mãe de Lina quando ambos estudavam na escola de artes de Florença, ele estudando História da Arte, ela estudando Fotografia, a contragosto dos pais, que queriam que ela voltasse aos EUA para estudar enfermagem. Ele é um cara bem legal, assim como Sonia, que precisou esclarecer que não era esposa de Howard. São dois amigos incríveis, sempre pendentes um do outro.
Minha Lucy também tem uma scooter! Não, pera...
Não direi mais nada, só sei que Jenna Evans Welch ganhou mais uma fã. A autora se inspirou numa amiga para criar a história de Lina. Essa moça realmente existiu e morou num cemitério americano em Florença (onde Jenna morou por um tempo). Sua escrita cômica sem ser forçada leva o leitor a conhecer diversos pontos da cidade que fundou a Renascença, tendo como guias turísticos Lina e Ren, tendo como base o diário que Hadley deixou.

Mas como todo livro adolescente, os jovens também têm suas próprias tretas, como Mimi, uma crush de Ren, que me deu vontade de quebrar a cara, mesmo ela sendo uma Modelo Sueca linda e maravilhosa, ou o Thomas e seu Sotaque Britânico, que está super afim de nossa mocinha. Também quis quebrar a cara dele em dado momento. Por ser um livro jovem, a escrita (além de cômica) é bem tranquila, de fácil entendimento, mas sem ser rasa, pelo contrário, tem várias mensagens bacanas permeando a obra.

A edição da Intrínseca está uma delicadeza, à altura da obra de Jenna. Não localizei erros de nenhuma ordem e já disse que amei a capa? Agora fica a expectativa que a autora escreva muito mais obras e que cheguem em nosso país. Abaixo, a Intrínseca divulgou um vídeo exclusivo em que a autora fala um pouco mais da obra.

"Eu tomei a decisão errada."





Olá!

Amo a Itália, amo Milão, amo a Inter, mas nunca tinha lido nada do Umberto Eco. Até agora. Ainda não tenho coragem de ler O Nome da Rosa, sua masterpiece, mas tive uma prova de sua escrita ao ler Número Zero. E, sinceramente, esperava mais.
SKOOB - Número Zero se passa em Milão e começa com um homem que percebe que sua casa foi invadida. Ele sabe que tem um segredo que pode lhe custar a vida, mas ele precisa fugir. Este homem é Colonna, um jornalista de 50 anos, mas com uma vida de merda, trabalhando em empregos ruins e com uma carreira fracassada. Porém, um certo Simei o procura com uma proposta irrecusável: publicar um jornal amanhã com notícias de ontem. Nem preciso dizer que ele a aceitará.

Meio difícil de entender, mas vamos lá: é um jornal que vai publicar notícias velhas como se fossem novas, isso porque, mesmo a notícia sendo velha, a forma como ela é escrita pode deixá-la até mesmo atemporal. Estudei quatro fucking anos de jornalismo e ninguém me ensinou nada parecido, tampouco vi isso em algum lugar. Porém, se entendi certo, é um jornal que vai reescrever notícias velhas como se fossem novas porque estas vão ganhar um novo ponto de vista.

É um conceito interessante mas um pouco confuso, conforme você lê, vai entendendo. É pra entender aos poucos mesmo. Aliás, o jornal vai receber o super título original de... Amanhã. E nessa redação, Colonna vai conhecer uma equipe interessante, mas os destaques vão para Maya (a única mulher no recinto), o Bragadoccio (tem umas ideias doidas) e Lucidi (que diz ter uns contatinhos pesados), além dos estúpidos que fazem perguntas idiotas. Cada um deles vai cuidar de um setor: esportes, horóscopo, política, etc...
Ah, faltou dizer que esse jornal - como todo veículo de comunicação - tem um dono. E esse dono tem interesses. Porque o jornal pode se chamar Amanhã, mas o dono tem interesses hoje, então, nada de matérias que podem comprometê-lo. Só que, nesse meio tempo, o Bragadoccio vai encontrar um conteúdo muito interessante acerca do provável destino dos restos mortais de Benito Mussolini. Em cima desse conteúdo, o colega de Colonna vai criar uma teoria sobre o que aconteceu no dia da morte do ditador fascista. Mas como Bragadoccio tem fama de "engraçado", ninguém vai ligar pra história dele. Até que acontece uma certa situação, que vai fazer com que a história de Bragadoccio acabe sendo levada em consideração.

Quando alguém fala Umberto Eco, só vem à mente um único título: O Nome da Rosa. E diferente de sua masterpiece, o italiano vai trazer para um livro escrito em 2015 o universo de uma redação jornalística nos anos 90. Não muito diferente de hoje, o Amanhã poderia ser taxado, tranquilamente, de sensacionalista ou de veículo de entretenimento. A história se passa nos idos de 1992 e temos uma boa ideia do que se passava nas redações daquela época.
Pelo hype que o autor tem (ele morreu mas a obra ficou), eu esperava muito mais do livro. É uma boa história? Sim. Bem escrita? Também. E só. Apesar da construção extremamente difícil de um número zero de jornal (pelo menos pra quem é leigo), a história tem seus pontos engraçados, uns momentos de tensão e é isso aí, senti falta de algo mais forte, que me prendesse mais ainda e me instigasse. Por sorte, a escrita do Umberto é tão gostosa que dá pra ler super rápido.

Não li outras obras dele (pretendo) mas pude notar um estilo único, marcado por saber satirizar ao mesmo tempo em que se critica. Tem coisa melhor que ensinar e ainda dar umas risadas? Pelo menos é assim que eu aprendo (aprendia, nos tempos de escola). A leitura vale a pena também porque a gente pode conhecer umas ruas legais de Milão - não é todo dia que leio uma obra que se passa na Itália.

No mais, apesar de eu ter sentido falta de alguma coisa que realmente me marcasse, foi uma boa leitura, inclusive pra quem quer conhecer a escrita do Eco e tem medo das 574 páginas de O Nome da Rosa (eu), recomendo Número Zero. O trabalho de revisão da Record está bem feito e a capa é bem bonita, com cara (mesmo) de romance policial.



Olá!

Voltando a falar de música, hoje eu falo de uma cantora que tem uma voz rouca e potente, pra mim, a rock star da Itália! É uma pena que ela não seja conhecida no Brasil, mas vale a pena dar uma olhada no vasto repertório que ela produziu ao longo da carreira, é de dar inveja. E ela é Gianna Nannini.

Gianna Nannini nasceu em Siena, em 14 de junho de 1956. É cantora, compositora e filósofa. É irmã (mais velha) do ex-piloto de Fórmula 1, Alessandro Nannini.



(tem idade pra ser minha avó, mas está mais conservada que eu)

Estudou piano em Lucca e composição em Milão, mas foi em Siena que veio seu diploma, em 1994. Ela se formou em Filosofia, tendo como tema de TCC... o rock.

Seu primeiro sucesso foi em 1979, com a música "America", mas explodiu mesmo em 1984, com o álbum "Puzzle", o sexto da carreira. De lá pra cá foram 24 álbuns, inúmeros prêmios, duetos com cantores do calibre de Andrea Bocelli... E ainda deu tempo de cursar uma faculdade, rs. Da vida pessoal, se sabe pouco, ela não costuma se envolver em polêmicas, porém sabe-se que seu pai é Danilo Nannini e sua mãe, Giovanna Cellesi, morta em 2014. Ela tem uma filha, chamada Penelope Jane, de apenas 4 anos. Sim, ela foi mãe aos 54. E ela nunca disse quem é o pai...


"Deus é uma mulher". Peguei essa foto no facebook dela, foi postado na segunda passada. Achei muito legal e coloquei na capa do meu face e no computador do serviço. Mas foi com essa frase, em 2010, que ela anunciou que estava grávida. Anúncio feito na revista Vanity Fair.

:


Eu a conheci através de um dueto que ela participou com a (rainha, lacradora e dona do meu <3) Laura Pausini. Elas cantaram “Inédito” para o álbum da Laura, de mesmo nome, em 2011. A música, com pegada rock, ficou espetacular, pena que não teve clipe.  Então, por esses dias, resolvi ouvir mais da Gianna, por motivos de: no aguardo do lançamento do novo CD da Laura, que – provavelmente – sai no final de 2015, isso se não sair no ano que vem.


È un mondo inedito... (8) Pena que não teve clipe nem concerto ao vivo :/

Pesquisei o nome no Youtube e cliquei no primeiro vídeo – “Ti Voglio Tanto Bene”. Gostei, viciei tanto que fui procurar no Spotify e acabei encontrando o álbum. Essa música é a faixa dois do CD, então, resolvi tocar do começo. Viciei mais ainda na faixa um, “Ogni Tanto”. Toda vez que escuto, escuto umas três ou quatro vezes, porque é boa mesmo. É aquele tipo de música pra ouvir em altissímo volume!

Aliás, o Spotify caiu como uma benção na minha vida porque, mesmo na versão gratuita, dá pra encontrar álbuns que dificilmente estarão à venda no Brasil, como é o caso da Gianna. (Mas se tiver, eu compro). Então, já consegui guardar no meu Spotify três de seus álbuns: Hitalia (2014), seu trabalho mais recente, Inno (2013) e Io e Te (2011), pra mim, o Melhor Álbum da Vida. OK, dá pra comprar na Google Music ou Itunes, mas pra mim, prefiro o físico: quem garante que um dia eu não vou ter a chance de pedir um autógrafo? Por isso, apesar de tanta tecnologia, o CD ainda tem sua vantagem, rs

Para encerrar esse post musical... música, ou melhor, rock! Vou deixar três clipes maravilhosos, mas se alguém gostar, tem muito mais tanto no youtube (no Vevo Gianna Nannini) ou no Spotify. Espero que gostem dessa voz rouca e maravilhosa, com lindas letras e, ainda por cima, italiana!


Ti Voglio Tanto Bene



I Wanna Die 4 U



Ogni Tanto