Olá!

Hoje encerro a resenha dos livros da série Quarteto de Noivas com o livro da mais metódica das personagens, a durona de coração vulnerável. Estou falando de Felizes para Sempre, da Nora Roberts. Que ganhou meu <3!

Resenhas anteriores: Álbum de Casamento | Mar de Rosas | Bem-Casados


Parker Brown, nossa protagonista, é a administradora da Votos, uma empresa especializada em casamentos. Ela cuida de tudo que envolve a burocracia da empresa: cuida dos contratos, de organizar os eventos e de fazer com que cada cerimônia seja única, meticulosamente planejada e executada.

Sua vida profissional vai muito bem. Mas ela quer mais. Ela também quer ser feliz em sua vida pessoal. E essa vontade só aumenta, desde que Mac, Emma e Laurel estão com seus casamentos marcados.

O livro começa com o prólogo, onde Parker ainda está arrasada com a morte de seus pais, há seis meses. Ela aprendeu, desde pequena, a trabalhar para ser útil, para produzir. E sabia que ficar chorando não adiantaria. Então, mexeu seus pauzinhos, começou a reformar sua mansão e chamou suas amigas Emma, Laurel e Mac para criarem a Votos, tendo como missão oferecer cerimônias de casamento únicas. As amigas entrariam na sociedade fazendo o que sabiam: fotografar, confeitar e montar arranjos florais.

A história começa com o carro de Parker, que escapou do que seria um grave acidente na estrada. Quem a socorre é Malcolm Kavanaugh, mecânico e amigo de Del, irmão de Parker. Como Parker tinha uma reunião naquele dia, iria se atrasar, a menos que topasse uma carona de Malcolm. De moto. De Harley-Davidson.

Parker já estava balançada com ele desde o terceiro livro (não detalharei, senão vira spoiler). Mas, ao andar de moto, sentiu que algo mudava em relação ao mecânico, mas, como sempre, manteria esse sentimento sob controle.

Malcolm é um homem diferente de Jack (arquiteto), Carter (professor) e Del (advogado). Era mecânico - profissão importante, claro, mas sem o glamour de uma faculdade, rs - e, antes disso, era dublê de ação em Hollywood. Um erro de cálculo e sua carreira no cinema foi interrompida. Então, Malcolm decidiu que abriria sua própria oficina, compraria uma casa para Kay, sua mãe, e assim teria uma vida tranquila.

Ambos pensam que conseguem manter suas vidas - e seus segredos - sob controle, mas não esperavam que o sentimento falaria mais alto. Parker, quem diria, perderia a linha só de ser beijada por Mal - altos beijos, diga-se de passagem - e Mal começaria a refletir sobre sua vida, até então regrada. Um grave segredo de Malcolm fará com que Parker mergulhe fundo nesse homem - e no amor que ela não sabia, mas que tinha por ele...

Gente, o que falar dessa série que amo/sou? E o que dizer da Nora, que mal conhecia, mas passei a considerar pakas? Sério, a escrita da Nora é algo incrível, os personagens, por incrível que pareça, podem ser qualquer um de nós. E as tramas envolvendo Parker, Malcolm e até mesmo Kay Kavanaugh são plausíveis em nossa sociedade.

A resenha parece curta e rasa, eu sei, mas não posso me aprofundar porque posso soltar algum spoiler sem querer. Já que, por ser uma série, alguns dos fatos envolvendo esse livro foram previamente contados nos anteriores. Sem contar que posso falar demais tanto desse livro como dos demais. E ainda assim, quatro livros, quatro protagonistas, quatro casais e a Nora não deixou ponto sem nó, é de impressionar.

A edição da Arqueiro, como nos demais livros da série, não deixou a desejar. Folhas amareladas e fonte Times 14 contribuíram para uma leitura maravilhosa. A capa também é puro amor, simbolizando a relação entre Parker e Malcolm. Muito amor envolvido <3 Queria dizer que, a Nora detalhou muito bem, trouxe para o público leigo o processo passo-a-passo de uma cerimônia de casamento - de alto luxo, vale ressaltar. Será que ela pesquisou ou já trabalhou nesse área?

Sou contra o esticamento de séries: pra que dizer em seis ou sete livros, o que poderia ser dito em três? Mas, como tudo na vida, preciso abrir uma exceção. Nora, por favor, faça o quinto livro!!! Fiquei de ressaca quando a leitura acabou. Tipo, como assim?? Por que desse jeito? E agora?? Sim, eu enxergo que, nessa série, caberia um quinto livro tranquilamente. Se seria bom como os outros eu não sei. Eu sei que a série é Quarteto de Noivas e, um quinto livro não faria sentido. Mas, poderia ser escrito um spin-off, uma dessas continuações, que não abalam o resultado final da série.

Logo, não só Felizes para Sempre, mas como toda a série é mais que recomendada. São histórias únicas, lindas, que não mostram só grandes amores, mas também uma grande amizade, que envolve quatro amigas que, começaram brincando de casamento e, agora são as melhores do ramo em toda a Connecticut! Qual é a minha favorita? No começo, achei que era Mac, mas agora... quero ser amiga de todas!

Mais alguém virou fã da Nora quando leu a série Quarteto de Noivas?


Olá!

Dando sequência às resenhas da série Quarteto de Noivas, hoje tem a resenha do terceiro volume, Bem-Casados, de Nora Roberts.
(agora fotos com marca d'água hehehe)



Bem-Casados conta a saga do Quarteto de Noivas sob o ponto de vista de Laurel McBane, a confeiteira. Ela é a responsável por todos os doces e quitutes que são servidos nas cerimônias que a Votos organiza. Logo, o trabalho dela é o mais gostoso...

Diferente da vida de Mac (que tem uma mãe insuportável e um pai ausente) e Emma (que nasceu numa família numerosa e rodeada de amor), Laurel era fruto de um casal instável: o pai traía a mãe e deu vários golpes na Receita Federal, enquanto que a mãe... Bem, a mãe não lhe dava atenção.

A história começa com as quatro, ainda jovens, se preparando para o baile de formatura. Cada uma já tem seu futuro definido: Emma e Parker vão para a faculdade e Mac vai fazer cursos de fotografia. E Laurel? Ela não tem muito que fazer, vai pra faculdade pública fazer um curso qualquer e trabalhar muito para poder pagar seu curso de Confeitaria.

Quem a ajuda é a governanta dos Brown, senhora Grady, ou simplesmente Sra. G. A sra. Grady pagou o curso de confeitaria de Laurel, que além de ser caro, ficava em Nova York.
Laurel, grata pela ajuda se dedicou de corpo e alma nos estudos. Mas tem uma coisa que ela nunca esqueceu: seu amor por Del, irmão de Parker. Ela sempre foi apaixonada por ele, porém, ele a vê como uma irmã, sente-se responsável por ela. E pelo Quarteto. Então, depois de um beijo acidental, Laurel e Del resolvem se envolver, só pra saber como vão terminar, se o relacionamento avançaria ou não.

Pra variar, o Quarteto e Jack e Carter resolveram apostar: quanto tempo Del e Laurel namorariam sem sexo. O problema é que Laurel queria algo que ela (achava que) sabia que Del não ia querer. Enquanto que Del não sabia como cuidar de Laurel como mulher. Ao longo da história, ele foi condicionado a cuidar delas como irmãs e, saber que está se envolvendo com uma delas não o deixa em situação confortável.

Esse livro está muito recomendado por motivos de: Nora consegue trazer o leitor para o mundo da Votos, o leitor se sente parte dele. A escrita é envolvente, não deixa ponto sem nó, sempre focando em Laurel, mas não se esquecendo de Mac e Emma e já dando uma avant-premiére do que virá no quarto livro, com Parker protagonista.

"Muito amor envolvido" define o relacionamento de Laurel e Del (como shippar?). Todos veem que eles se amam, mas ambos adoram colocar obstáculos, como a (maldita) diferença de classes sociais - Laurel não é ninguém na fila do pão e Del vem de uma família influente em todo o estado - e o fato de que Del não a vê como mulher. Coisas que poderiam ser resolvidas com conversas francas. Mas pra quê conversar se posso armar barraco, né?

A edição da Arqueiro continua impecável, menos na parte de que os capítulos começam no meio da folha, tão mais bonito começar no topo. Fonte Times 14 e folhas amareladas contribuem para uma leitura agradável, inclusive para ler no sacolejar do ônibus, hahahaha. A capa está de lamber os beiços, com esse bolo maravilhoso. Ou seja, motivos não faltam para você ler essa maravilha escrita pela Nora!

E você, leu/pretende ler Bem-Casados?


Olá!

Conheci a escrita da Nora Roberts lendo Álbum de Casamento, para o projeto Férias Literárias (resenha aqui) e agora, por motivos de: adorei, darei sequência a leitura da série Quarteto de Noivas. E a resenha de hoje é do Mar de Rosas, o segundo volume.

(preciso fazer uma marca d'água para as fotos. Alguém sabe como faz?)

Nesta trama temos Emmaline "Emma" Grant, a romântica incorrigível do grupo. Ela é dona e senhora da "Arranjos", sua parte da Votos, destinada a cuidar da decoração dos casamentos, ou seja, a florista.

Além de seu talento com as flores, Emma (vou chamar de Emma por motivos de: ninguém merece se chamar Emmaline) é talentosa em dispensar homens. Melhor, seu talento é apresentar os homens que não lhe interessam mais a pessoas conhecidas, ou seja, ela "agitava" rolos - eu fazia isso na oitava série, com a diferença de que eu não pegava ninguém, me julguem. Ela não queria amores de carnaval, queria romance de verdade, dançar a luz do luar, "rosas, versos e vinhos" - parafraseando Gusttavo Lima - e toda essa melação que os românticos gostam.

Do outro lado temos o arquiteto Jackson "Jack" Coock. Ele é amigo do Quarteto de longa data. Ele está cuidando da reforma da casa onde a fotógrafa Mac, protagonista de "Álbum de Casamento", vai morar com Carter, oficialmente seu noivo. Jack não quer compromissos sérios, nas horas livres, gosta de jogar pôquer com Del, irmão de Parker, a organizadora da Votos.

Foi numa festa que Jack percebeu que queria algo mais com Emma. Mas foi depois de um beijo que tudo desandou. Entre as quatro amigas, há a "política do ex": se uma dormiu com fulano, a outra não pode (deve) dormir com ele. E a pobre Emma jurava que Jack teve um caso com Mac na época da faculdade.

A partir daí, Emma está cada vez mais envolvida com Jack, sob o olhar reprovador de Del, que se intitulava o protetor das meninas, tudo porque ele é o advogado da Votos, e ainda cuida dos assuntos judiciais de cada uma (esses assuntos de imposto de renda, por exemplo). Emma o ama, mas tem medo de contar e perdê-lo, enquanto que Jack continua cada vez mais confuso.

Queria dizer que devorei esse livro em três dias (que seriam só dois se eu não tivesse vida). A escrita da Nora é maravilhosa, flui lindamente. Até as cenas de sexo são delicadas. Emma está entre a espada e a parede, quer contar que o ama, mas acha que, se contar vai perdê-lo. E Jack não sabe se realmente a ama ou se só quer sexo. O romantismo de Emma tem origem em sua família: grande e unida. O casal Grant é muito apaixonado e fiel; um caso clássico de patrão e empregada, com o agravante de que Lucia, a mãe de Emma, era uma imigrante mexicana.

A Arqueiro samba na edição, não encontrei nenhum erro de revisão e a fonte Times 14, acompanhada de folhas amareladas deixa a leitura confortável. A parte ruim é que os capítulos se iniciam no meio da folha, em vez de no início da página. Isso não atrapalha, mas além de ser esteticamente feio, considero que, cada vez que um capítulo se encerra, é como se uma fase se encerrasse - em filmes, é como se fosse um fade (a tela preta que separa as cenas). A capa também está bem bonita, apesar de eu não gostar de rosas, rs.

Enquanto recomendo pra vocês Mar de Rosas, os dois últimos volumes estão em meu poder e estou devorando o Bem-Casados, com o perdão do trocadilho, rs. É que Bem-Casados é o mais gostoso da série!


Olá!

Encerrando o projeto Férias Literárias, que participei com a Ana e a Raíssa, donas dos respectivos Entre Chocolates e Músicas e O Outro Lado da Raposa vem aí a resenha de um livro que não dava nada por ele, mas acabei me surpreendendo, Álbum de Casamento, da Nora Roberts.


O livro conta a história de quatro amigas: Mackensie (Mac), Emmaline (Emma), Laurel e Parker. A história começa com as amigas, ainda crianças, brincando de casamentos. Elas casavam entre elas, com Delaney, irmão de Parker e até mesmo com os bichos de estimação! Mac, protagonista dessa história, vivia com a mãe e a avó, depois que o pai foi embora de casa. Ela ganhou do pai uma câmera fotográfica, mas como não sabia usar, só tirava fotos ruins - que nem eu - e acabou deixando a máquina de lado. Um dia, ela estava brincando de casamento com as amigas. Sabe-se lá porque, ela levou a tal máquina. Ao ver uma determinada imagem - que não vou dizer qual é, rs - ela bateu a foto. E ficou muito linda. Foi um aviso.

Anos depois, Mac e as amigas criaram a Votos, uma empresa especializada em organização de casamentos. Parker era a "chefe": cuidava da papelada e era a dona da casa que eram organizadas as cerimônias; Laurel cuidava do bolo e coisinhas gostosas que dão nas festas - melhor emprego ever; Emma cuidava das flores, decorações e afins e Mac era a fotógrafa. A Votos era muito requisitada, era considerada uma das melhores do estado de Connecticut.  

Entre um casamento e outro, a Votos foi contratada para realizar o casamento de Sherry Maguire. Sherry ia se casar com Nick, um médico. Porém, ele estava fora da cidade e ela pediu para que seu irmão Carter a acompanhasse à reunião com Parker e as meninas. Enquanto Carter chegava à sede da Votos, Mac estava se arrumando, quando viu um passarinho e, por questões do momento, se assustou e deixou cair refrigerante na blusa. Quando estava trocando, deu de cara com Carter - sim, ele a flagrou de sutiã! Ele ficou tão abismado com a cena que acabou esbarrando numa parede e, bem, digamos que pintou um clima.

Mac, uma fotógrafa bem-sucedida, mas uma mulher com um coração cheio de dor. Carter, um fofo que é um professor igualmente bem-sucedido, mas que guarda um amor de passado. Tem como não amar??

Enquanto isso, Linda, a mãe de Mac, continuava a infernizar a vida da filha. A mãe costumava pedir - extorquir - a filha em benefício próprio. Pedia altas quantias em dinheiro pra ir no spa depois de ter sido abandonada por mais um cara - rico e bonito. Mac, pobrezinha, não sabia como bater de frente e acabava cedendo aos caprichos da mãe, para reprovação das amigas.
(adorei esse quote, ri demais, não à toa lembrei de colocar aqui!)

Carter conhecia as meninas da Votos da escola e sempre tivera uma queda por Mac. Mas essa queda ultrapassou o tempo - achei lindo - e se transformou em amor. Mac, por sua vez, tinha medo de se apaixonar, temendo o divórcio, tendo em vista que sua mãe e seu pai se casaram várias vezes ao longo da vida. Digamos que Linda não foi o melhor exemplo para Mac.

Bem, vou parar por aqui senão vou jogar uma torrente de spoilers. Eu queria saber onde eu estava que não tinha lido ainda Nora Roberts?? Ela tem uma escrita maravilhosa, envolvente - não chega a ser um Nicholas Sparks de saia - mas ela derrama amor enquanto escreve. E não enrola!!! A escrita flui de maneira perfeita do começo ao fim, sem se perder ou encher linguiça. Eu li o e-Book da Arqueiro e, pra variar, mais uma edição impecável, sem quaisquer tipo de erros. É um livro pra ser devorado rapidinho, se você tiver tempo, até porque são só vinte capítulos.

Livro mais que recomendado, tanto que, já consegui o segundo livro, Mar de Rosas. Quero devorar o mais rápido possível! Tudo nesse livro é perfeito, a história, os personagens - menos a Linda, essa eu quero matar! - a capa, a revisão.. é pra ler e passar a acreditar no amor!!

Postagem participante do:













PS:


Esse é o último post do Férias Literárias (vou sentir saudade). Esse projeto deu tão certo que decidimos mantê-lo, só que agora ele vai se chamar Vida Literária e terá posts uma vez por mês. 



Então nós três (Raíssa do O Outro Lado da Raposa, a Ana, do Entre Chocolates e Músicas e eu), vamos sortear um livro no início do mês para lermos e resenharmos na última semana do mesmo. Porém, diferente do que aconteceu no Férias Literárias, essas resenhas terão a introdução coletiva e nossa opinião individual. 



O livro de agosto é o Eu Estive Aqui, da Gayle Forman. Verei se ela é tudo isso o que dizem, rs.